ALCORÃO 5: 47


O Texto do capítulo cinco do Alcorão, também é conhecido como sura Maída, em português diz-se Mesa. É uma sura Medina, ou seja, sura revelada a Maomé quando ele já tinha migrado de Meca para Medina. É composta por 120 versos.


Abdul é um ex-muçulmano, agora seguidor de Jesus, que decidiu abandonar o islã ao ler o verso 47 da sura cinco.

Veja a seguir o texto nos idiomas português, árabe e árabe romanizado (pronúncia):


Que os adeptos do Evangelho julguem segundo o que Deus nele revelou, porque aqueles que não julgarem conforme o que Deus revelou serão depravados.Alcorão 5:47( Segundo Hayek)



وَلْيَحْكُمْ أَهْلُ الْإِنْجِيلِ بِمَا أَنْزَلَ اللَّهُ فِيهِ وَمَنْ لَمْ يَحْكُمْ بِمَا أَنْزَلَ اللَّهُ فَأُولَئِكَ هُمُ الْفَاسِقُونَ Q5:47


wa-lyahkum ahl al-injiili bimaa anzala allah fiihi wa man lam yahkum bimaa anzala allah fa-uula’ika hum al-faasiquuna Q5:47 [1]


Segundo o texto, Allah está trazendo a revelação na forma presente, “que os adeptos julguem o que Deus revelou”. O Alcorão está declarando que as “pessoas do Injil” (ahl al-injiili), ou seja, os cristãos, devem consultar o evangelho.


Injil é a palavra árabe para evangelho. O texto afirma que os evangelhos são a Palavra de Deus e podem ser manuseados. Deus revela o conteúdo do Injil e aqueles que o consultam não são enquadrados como depravados.


Como pessoas do evangelho não somos infiéis (kafiir).


Em outros textos do Alcorão, Allah quando fala de cristãos menciona também os judeus, e o termo usado para o “pacote” cristãos/judeus é “Ahl Al kitaab”, ou seja, as “ pessoas do livro”. No texto em análise observa-se que Allah está falando apenas dos cristãos.


Esta é uma passagem estratégica para convidar o muçulmano a conversar sobre coisas de Deus; mostrar a ele que não é pecado estudar a vida de Isa Al Masih (Jesus o Messias). O Alcorão menciona Isa, e suas obras estão claras no Injil.


Muitos cristãos defendem, com certa razão, a idéia que o Jesus do Alcorão não é o mesmo da Bíblia; cabe aqui usar no Alcorão os pontos de semelhança e logo cruzar a ponte para o estudo do Injil.


O doutor Sam Shamoun, chama este fenômeno de “dilema islâmico” porque aqui tem-se dois caminhos que apresentam problemas:


- Primeiro caminho: Se o Alcorão declara que o Injil é a Palavra de Deus, significa então que Jesus é a Palavra de Deus (Kallimatullah), é também o Espírito de Deus (Ruhallah) e que era necessário Jesus morrer na cruz (há um verbo no alcorão 3:55 que afima isso, “mutawafiika” = é necessário morrer para salvar); assim Jesus, ao terceiro dia ressuscitou e está com Deus e retornará para julgar a humanidade. Se tudo isso é verdade, então Maomé é um falso profeta.


- Segundo Caminho- Se o Alcorão declara que o Injil não é a Palavra de Deus, no texto, está proclamando as pessoas a consultarem o Injil, um livro corrompido. Sendo assim Maomé também seria um falso profeta.[2]


[1] Comentário do Alcorão, Hayak,

[2] Vídeo youtube do testemunho do Irmão Abdul


https://www.youtube.com/watch?v=qnz5mu7gQ3Q



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