MUDANÇA DE ATITUDE


Necessidade de avaliar nossa atitude em relação aos de outras crenças


Jesus nos ensina a amar o próximo como a nós mesmos (Mateus 22:39). Mas é muito difícil amar o que não conhecemos, e pior ainda, amar quando ouvimos que aqueles que precisamos nos relacionar são pessoas más.


No caso dos muçulmanos, a mídia tem catalisado o aumento da Islamofobia. Sem medo de errar, digo que a grande maioria dos muçulmanos são pessoas como muitos de nós. Pessoas que almejam ter uma casa, ver seus filhos estudando nas melhores escolas enquanto tentam seguir as regras religiosas para, um dia, chegar com o coração limpo diante de Deus.


Temos hoje diante de nós a oportunidade de nos relacionar com os muçulmanos que vivem em nossas ruas e cidades. O número de mulheres andando nas ruas e nos shoppings centers cobrindo suas cabeças com o hijab, tem aumentado consideravelmente.


O comércio tem sido invadido por muçulmanos Árabes. O número de Mesquitas e Musalas (casas onde os muçulmanos se encontram para orar estudar o Alcorão) também estão se multiplicando no país. Alguns sites Islâmicos mencionam haver cerca de 120 mesquitas em todo Brasil.


Precisamos avaliar nossa atitude em relação as pessoas de outras crenças e abrir pontes para diálogos através dos quais possamos falar da nossa fé.



O Apostolo João: exemplo de mudança de atitude.


João era conhecido como “o discípulo a quem Jesus amava”. Certa vez, a caminho de Jerusalém, Jesus pediu a Tiago e João, os chamados "Filhos do Trovão", que arrumassem um local para que eles pudessem pernoitar (Lucas 9:51-56).


Os dois entraram num vilarejo samaritano e devido aos antigos problemas de preconceitos sociais e religiosos entre Judeus e Samaritanos, os dois discípulos não foram recebidos. Eles então retornaram e relataram à Jesus o ocorrido.


O desejo de Tiago e João era de orar e pedir para descer fogo do céu e consumir todos Samaritanos, mas Jesus deixou claro para os dois que ele veio para trazer vida e não morte aos povos.


No capítulo 4 do Evangelho de João, Jesus intencionalmente diz aos discípulos que era necessário passar por Samaria. Jesus não buscava um atalho para ir a Jerusalém, mas sabia que os Samaritanos precisavam ouvir as Boas Novas.


Sabemos que neste capítulo há riquíssimas lições teológicas e missiológicas, mas quero enfatizar aqui o aprendizado de João sobre a universalidade do Evangelho. Jesus ensinou João a quebrar as barreiras sociais e teológicas.


O mesmo povo que João queria que fosse consumido por Deus, agora estava com os olhos abertos reconhecendo Jesus como Messias, como o Salvador do Mundo.


Vemos então Pedro e João retornarem à Samaria pois muitos Samaritanos que tinham aceitado a Palavra de Deus queriam oração e ansiavam para receber o Espírito Santo. (Atos 8:17)


Apóstolo Pedro: Não devo chamar nenhum homem de imundo.


Quero incentivar vocês a lerem todo o capítulo 10 do livro de Atos. Neste capítulo aprendemos a história de Cornélio, um homem que vivia em Cesaréia, um militar Italiano de alta patente em que toda sua família era religiosa e temente a Deus. Tinha só um problema. Ele era um gentio e não um judeu.


Naquele momento, os cristãos eram judeus e este também era o padrão para ser cristão. Cornélio e sua família, além de orar, ele eternizava sua fé ajudando financeiramente os necessitados.


Então,ocorreram dois eventos sobrenaturais. Cornélio teve uma visão que conectou a Pedro, e Pedro também teve uma visão relacionada à questão dos gentios na igreja.


O verso 27 diz que Pedro entrou na casa de Cornélio, um gentio, e observou que haviam várias pessoas reunidas e ele disse: “Vocês sabem muito bem que é contra nossa lei um judeu associar-se a um gentio ou mesmo visita-lo, mas Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum.”


Pedro mudou de atitude. Ele entendeu que o Evangelho era para todos e que gentios tinham espaço no Reino de Deus.


Depois vemos em Atos 15, no Concílio de Jerusalém, a igreja de Jesus, composta por judeus, reconhecendo que gentios eram bem vindos sem a necessidade de seguir as práticas culturais do povo Judeu.O verso 19 diz; “Portanto, julgo que não devemos pôr dificuldades aos gentios que estão se convertendo a Deus".


Conclusão

Refugiados de várias partes do mundo tem chegado em nossa nação e o desafio que temos agora é orar por eles e apoiá-los em suas necessidades.


Eles prefeririam permanecer em seus países, mas por questões de sobrevivência precisaram se deslocar forçadamente de seus países.


Podemos abrir nossos corações e nossos lares para receber estes novos habitantes.Você já pensou que eles precisam praticar a língua Portuguesa?


Deus tem nos dado esta oportunidade de relacionarmos com pessoas de outras culturas, línguas e costumes. Jesus disse que devemos fazer discípulos de todos os povos. Ele diz também que precisamos fazer discípulos em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra.


Estes povos, onde nem podemos apresentar Jesus livremente, estão entre nós. Já é possível ir até os confins da terra dentro de nossa cidade, ou apenas atravessando para o outro lado da rua.


Que nosso coração seja transformado a cada dia, e que estejamos prontos para alcançar os não alcançados.






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