Raízes do Islã Radical

Em uma pesquisa da Pew International Survey, feita em 2006 sobre a quantidade de muçulmanos no Reino Unido que apoiam a lei Shariah e uma versão mais radical da fé, revelou que cinco anos após os atentados do 11 de setembro, os apoiadores do islã fundamentalista subiu 43%.(1)


Alguns estudiosos ensinam que a forma fundamentalista do islã é um movimento novo, algo que nasceu após 1948 com a criação do estado de Israel, algo que gerou grande revolta entre os árabes, engana-se quem pensa que o islã nunca foi radical, o que aconteceu é que ficou mais moderado durante os séculos.


O islã “original” surgiu entre 624-627 D.C, mais precisamente na cidade de Medina onde o suposto profeta do Islã formalizou a crença. Ele não foi aceito em Meca (cidade onde nasceu e começou a religião), mas foi expulso dos seus e fugiu para Medina. Quando estava em Meca, queria conquistar adeptos, haviam muitos judeus e cristãos por lá, por isso, a mensagem do Islã neste período era mais universal, sem muitos riscos para outras crenças.


O principal motivo que faz o islã ser mais moderado em alguns lugares como por exemplo em países Ocidentais é falta de poder político e financeiro, depois que isso é alcançado, o islamismo começa a voltar as raízes, sendo mais fundamentalista.


Ao chegar em Medina, Maomé ganhou força política e financeira, então, quando o islã conseguiu “poder”, tudo mudou (2), desta forma, foi preciso formalizar a nova religião. Assim que voltou para Meca, o suposto profeta do islã enganou e exterminou a muitos conquistando a cidade berço.


Após a morte de Maomé, o islã teve seu tempo de forte crescimento chamado de “Época de ouro”, chegando até a Europa. Com o passar dos séculos, o islamismo se misturou com culturas e crenças locais e os adeptos esqueceram do original, ou seja, precisavam de um reformador.


Foi ai que em 1300 D.C um homem chamado Ibn Taymiyya e seus reformadores começaram a trazer o islã original, pois muitos seguiam um islamismo diferente, sem bases fortes do alcorão. Taqi ud-Din Abu-l-'Abbas Ahmad Ibn 'Abd al-Halim Ibn 'Abd as-Salam Ibn Taimiyah al-Harrani al-Hanbali (nome completo, consolo para quem tem nome grande) nasceu numa segunda feira 10 de janeiro de 1263 em Harran, sua família havia fugido de Harran para Damasco em 1268.(3)


Taymiyya dizia “os muçulmanos se desviaram para a ilusão e heresia, sem considerar todo o passado, eles foram presas fácies dos transgressores e invasores...”(4) ao observar que os seguidores da Allah se distanciavam da crença “original”, ele teve apenas uma fonte para trazer os fiéis de volta as raízes; o alcorão.


Taymiyyah virou o maior reformador que o islamismo já teve até os dias de hoje. Ele lutava contra tudo que era contra o islã, e tinha três princípios básicos para um bom muçulmano (5):


1) Era preciso ler e entender o alcorão.

O alcorão a fonte principal do muçulmano, e o desejo do reformador era que todos os fiéis entendessem o livro, hoje isso é um grande problema, pois apenas 17% dos muçulmanos no mundo são falantes da língua árabe, e para o islã o alcorão em árabe é o único perfeito, todo alcorão que não está escrito na língua das arábias é considerado apenas uma interpretação, sendo assim 83% dos seguidores de Maomé não estão lendo o livro da maneira correta, eles recorrem a líderes que entendem o original obedecendo pessoas sem ter certeza e garantias que o que seguem realmente está no alcorão, uma maneira fácil de manipular as pessoas.


2) Ter Maomé como modelo.

É preciso ser uma cópia de Maomé, se isso fosse obedecido na prática teríamos um mundo bem mais complicado de se viver. Pessoas teriam hábitos esquisitos como: odiar cachorros, homens casar com crianças de 9 anos, casar com mais de 11 mulheres, degolar os inimigos, criar guerras...


3) Que o alcorão modele o fiel.

A ideia aqui é que o livro seja um guia, um molde, que haja uma relação entre o livro e o leitor, que os dois sejam um.


Os ensinamentos de Taymiyyah nunca foram esquecidos. Em 1700, dois muçulmanos pregaram os ensinamentos de Ibn Taymiyya e lembraram ao povo o islã puro, pois novamente haviam esquecido.


Um deles foi Muhammad Ibn Abd al-wahhab (1703-1792), veio das arábias, ressuscitou essa teologia com seguidores, tomaram toda Península Arábica e depois fundaram o Wahabismo, nome veio de sua homenagem, eles eram líderes políticos, também deram o nome do país Arábia Saudita, esta nação tem espalhado o Islã warabita com o petrodólares por todo o mundo, 80% das mesquitas nos Estados Unidos são wahabitas.


Na mesma época veio Shah Waiulla (1703-1765.) natural da índia, mais preciso do norte, ele foi para Medina e estudou os ensinamentos de Ibn Taymiyyah, e depois, levou os estudos de volta para Índia quando ainda era colonizada por Ingleses.


Séculos mais tarde, dois homens chamados Muhammad Ilyas al-kandhlawi e Abul Ala Mauduui (19003-1997), pegaram os ensinamentos de Shah Waiulla e Ibns Taymiyya e usaram na índia, para confortar os ingleses e tudo contra o islã.


Ilyas al-kandhlawi teve o maior grupo os Tablighi Jamaat (1926) hoje são 80 milhões de servos em 120 países. Os Tablighi tiveram destaque na mídia em 2012, foram eles que tentaram construir uma mesquita ao lodo da vila olímpica em Londres.


Abul Ala Mauduui construiu escolas islâmicas no Paquistão e hoje são os Talibãns. Ele faz de tudo para levar os homens de volta ao Islã. Há escolas em toda índia.


Hassan Albanna (1948), fundou a irmandade muçulmana no Egito. Tudo baseado Ibn Tayimiyya.


Syed Qutb (1966 morte), quando ele estava preso escreveu dois livros: sombras do Quram e Milestones. Decorou o corão todo com 10 anos de idade. O estudante favorito de Syed era Ayman Zawahiri- islâmica jihad, egípcio, ele se aliou a Osama Bin Laden que não sabia muito de ideologia islâmica mas tinha dinheiro. Em 2014 temos: Musab Al Zarquwi, Al qaeda – síria e Iraque, ele era os responsável para disseminar a fé nesses duas nações, foi amigo de Abu Bakr al-Bagdadi que criou ISIS na Síria.(6)


É notável que a ideologia pura do islã arruma um jeito para se fortalecer, é provável que sempre vai aparecer alguém e chamar o povo de volta as raízes, podemos até nos tranquilizar sabendo que uma minoria de muçulmanos são extremistas, talvez nem chegue a 1%, mas o preocupante é que mais de 1bilhão e meio de pessoas no mundo tem em casa o mesmo livro usado pelos terroristas.




(1) http://www.pewresearch.org


(2) É assim até hoje, os muçulmanos chegam em um país não islâmico, com o rabo entre as pernas, divulgando um papo velho de “cultura islâmica”, depois que a comunidade fica forte, eles começam a mostrar as garras, dominam o território, eliminam toda forma de cultura e lei onde moram e colocam a Shariah, um grande exemplo disso é a Inglaterra, acredita-se que o islã por lá já está tão avançado que é considerado um câncer em fase terminal.


(3) Aqueedatul-waasitiyyah,shaikh ul-Islaam inb taymiyyah, assas nimer busool,pdf,p.2


(4) Al-Uboodiyyah.Ibn Taymiyah,part I,pdf,1987p.8 (tradução do texto em inglês pelo autor)



(5) https://www.youtube.com/watch?v=Dl9ARYcrtOA


(6) ibid

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