Culpa, Vergonha e Medo - parte 3


The 3D Gospel

Ministry in Guilt, Shame, and Fear Cultures

By Jayson Georges



CULTURAS CULPA-INOCÊNCIA


C.S. Lewis disse: “Integridade é fazer a coisa certa, mesmo quando ninguém está olhando“. O conceito de certo ou errado são pilares fundamentais em culturas com características culpa-inocência. Neste ambiente a sociedade cria as regras e leis para identificar que ações podem ser certas ou erradas. Estas regras e leis definem os comportamentos aceitáveis. Nestas culturas, uma pessoa madura sabe o que é ser um “cidadão programado a cumprir a lei.


“Fazer o que é certo faz de mim uma pessoa inocente; fazer o errado faz de mim uma pessoa culpada". Ninguém está acima da lei e as pessoas devem ser julgadas imparcialmente. Culturas orientadas por culpa não somente enfatizam regras e leis mas socializam pessoas a internalizar os códigos de conduta. A responsabilidade moral vem de dentro. A sociedade espera nossa consciência moral para nos guiar e assim fazermos o que é certo. Nestas culturas, culpa não precisa de audiência.


O resultado é um sistema individualista. Pais treinam seus filhos a pensarem em si mesmos. “Seja fiel a si mesmo e construa sua própria trilha".


Se curvar a pressão social e dependerem da sociedade são atos raramente admirados. Pessoas são autônomas. A sociedade espera que as pessoas atuem corretamente por elas próprias.


Quando alguém comete algo errado (definido pelas regras e leis), a justiça requer que aquelas ações negativas sejam abordadas de forma equitativa. Estas culturas focam nas ações. Uma pessoa culpada, um violador, pode remediar sua má ação com outra ação- serviço comunitário, pagar uma multa, ficar preso. Para aliviar uma culpa, a pessoa pode confessar suas más ações e/ou providenciar restituição. A pessoa que, honestamente, assume a culpa é recompensada. Por exemplo, uma pessoa pública acusada de infidelidade conjugal pode reparar sua situação confessando publicamente o erro. Estes conceitos interacionados de consciência introspectiva, confissão, certo/errado, justiça, e perdão, guia o comportamento social em culturas culpa-inocência.


A orientação nestas culturas não é apenas uma moral da cultura, mas também influencia os conceitos de identidade humana. Devido à ênfase nas ações, individualistas obtém valor de “fazer. “ A identidade é baseada em empregos e hobbies, em vez de família ou grupo étnico. As pessoas se definem a partir de como seu comportamento e auto expressão diferem do grupo, e não pelo grupo a qual fazem parte.


Este caminho do individualismo nas culturas culpa-inocência no mundo ocidental começou a mais de 2500 anos atrás. Os antigos gregos e Romanos vivam pelos códigos de honra, mas com o passar dos tempos, filósofos sugeriram que a honra deveria dar lugar para a conduta moral. Fazer o certo, não apenas era poderoso, mas fazia da pessoa um ser respeitável.


Tempos depois, pensadores renascentistas e iluministas definiram pessoas como autônomas e indivíduos racionais: “Eu penso, portanto Eu Sou” (eu penso, logo existo). A filosofia ocidental nos dias de hoje explica a essência de uma pessoa fora de seu relacionamento ou comunidade. Consequentemente, a civilização ocidental descarta dinâmicas comunais (honra, vergonha e face) em favor da culpa, inocência e justiça.



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